Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Comentário.

Já que a História é fruto de uma visão externa, ou seja, deve ser analisada de fora, fora do ato, daí a dificuldade de analisar a atualidade, me preocupa o que dirão no futuro sobre esta geração atual. Uma geração de cidadãos apáticos, indiferentes, alienados e sem compromisso com nada, as pessoas vivem num mundo virtual, tratam os problemas sociais e os acontecimentos como jogos virtuais, não lêem mais, não problematizam os problemas. Os jovens são viciados em monólogos articulados. A escola perdeu a áura de instituição sagrada. Há a inversão dos valores e a imagem é mais importante que o real. Definição de rótulos e de clases... Cada um por si. É o diabo dominando o mundo. E se vc não for bonito, não será feliz! E se não tiver dinheiro não será feliz!

Tive a grande oportunidade de construir algo como um filho esse ano, e com muito sucesso apresentamos "O Ladrão de Almas", uma peça de teatro de construção coletiva com um roteiro meu.
Posso dizer que não há nada melhor do que ver o resultado de um trabalho, de algo que acreditamos, ser elogiado, ver as pessoas envolvidas festejando felizes...

Na nossa peça colocamos nossos incômodos, as coisas da vida que nos incomodam, que incluiram falta de tempo, geração sem compromisso, estética, medo de envelhecer, a imagem ser mais importante, falta de vontade.... Agora, quero fazer outras pessoas nos ouvirem, e pensarem no que dá prazer a elas, na importância de não viver apenas pelo coletivo, pelos objetos, pela moda, pelo lucro.... Coisas que não são reais! Precisamos sentir nossa vida gasta conosco!